Charnine
Exausta de
tanto caminho
Perdida de
não te achar
Fui procurar
os teus olhos
À sombra exaltada
do mar
Como um
refúgio de água
Um cais para
ancorar
Fui procurar
os teus olhos
Sem medo de
me afogar.
Mas os teus
olhos não vi
Por sobre as
ondas do mar
E entre ilhas
me perdi
À deriva a navegar
14 comentários:
Linda e intensa busca! beijos,ótimo setembro!chica
Simplesmente maravilhoso. Por vezes os olhos que tanto desejamos encontrar andam perdidos nas brumas da vida.
Beijinhos
Maria
Ler-te é mágico, as palavras saem-te tão bem!!
Bjs
Mas algum dia os irás encontrar!
Abraço
O mais difícil vc encontrou, a coragem para ir em busca do que se quer.
Lindo!
Beijinho.
Os olhos do outro podem ser um porto seguro diante do cais/caos da vida.
bjs
Gostei muito, Lídia... de voltar aqui também. Beijinho.
Faz lembrar as barcarolas da poesia provençal. Muito leve. Muito ondulante. Muito bonito!
Beijinho, Poeta!
Aqui escreveu com o coração. Mais simples, mais próxima, mais natural.
Deixou-se perder navegando por entre as ilhas do mar.
Talvez na escarpa
de difícil acesso
ou então
nos teus próprios olhos
por entre a folhagem
Bj
Tão bonito!
Bjs
Olá Lídia, belíssimo poema! As sereias, por vezes, perturbam o nosso navegar;)). Beijinhos Ailime
Um registo diferente mas não menos belo.
E que tal musicá-lo?
Bj
E, sem saber, os teus olhos
Trazia dentro de mim...
Sempre bem, Lídia!
Beijo :)
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