domingo, 1 de setembro de 2013

Fui procurar os teus olhos

                                                                                                                                             Charnine

Exausta de tanto caminho
Perdida de não te achar
Fui procurar os teus olhos
À sombra exaltada do mar

Como um refúgio de água
Um cais para ancorar
Fui procurar os teus olhos
Sem medo de me afogar.

Mas os teus olhos não vi
Por sobre as ondas do mar
E entre ilhas me perdi
À deriva a navegar



14 comentários:

chica disse...

Linda e intensa busca! beijos,ótimo setembro!chica

Maria Rodrigues disse...

Simplesmente maravilhoso. Por vezes os olhos que tanto desejamos encontrar andam perdidos nas brumas da vida.
Beijinhos
Maria

Lilá(s) disse...

Ler-te é mágico, as palavras saem-te tão bem!!
Bjs

Rosa dos Ventos disse...

Mas algum dia os irás encontrar!

Abraço

Anónimo disse...

O mais difícil vc encontrou, a coragem para ir em busca do que se quer.

Lindo!

Beijinho.

Paula Barros disse...

Os olhos do outro podem ser um porto seguro diante do cais/caos da vida.
bjs

Graça disse...


Gostei muito, Lídia... de voltar aqui também. Beijinho.

Graça Sampaio disse...

Faz lembrar as barcarolas da poesia provençal. Muito leve. Muito ondulante. Muito bonito!

Beijinho, Poeta!

Unknown disse...

Aqui escreveu com o coração. Mais simples, mais próxima, mais natural.
Deixou-se perder navegando por entre as ilhas do mar.

Mar Arável disse...

Talvez na escarpa
de difícil acesso

ou então
nos teus próprios olhos
por entre a folhagem

Bj

Rita Freitas disse...

Tão bonito!

Bjs

Emília Simões disse...

Olá Lídia, belíssimo poema! As sereias, por vezes, perturbam o nosso navegar;)). Beijinhos Ailime

Armando Sena disse...

Um registo diferente mas não menos belo.
E que tal musicá-lo?
Bj

AC disse...

E, sem saber, os teus olhos
Trazia dentro de mim...

Sempre bem, Lídia!

Beijo :)