sábado, 11 de janeiro de 2014

Pernoitas em Mim

Al Bertopseudónimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares 
Coimbra11 de Janeiro de 1948 - Lisboa13 de Junho de 1997



pernoitas em mim
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer

pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas

é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves

já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes




Al Berto, 
in Rumor dos Fogos

17 comentários:

Maria Eu disse...

Al Berto. Poeta com um lado sempre amargo.
Poeta, porém, maior!

Beijinhos Marianos! :)

Rogério G.V. Pereira disse...

Eu sei, eu sei
que queremos corpos presentes
e o regresso
da brancura oculta das palavras

Um dia ergueremos taças

O Puma disse...

Sempre vivo

Bjs

Dilmar Gomes disse...

Mais um poema bem construído. Muito bom!
Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo fim de semana.

São disse...

Gosto dos poemas que li dele e de uma afirmação que fez num congresso a um grupo de jovens poetas.

Paz à sua alma.

para si, bom domingo

AC disse...

Al Berto, palavras sempre vivas.
Obrigado, Lídia.

Beijo :)

rosa-branca disse...

Olá amiga, um lindo poema enleado em nostalgia e com aroma de saudade. Belíssima escolha. Beijos com carinho

A Palavra Mágica disse...

Lindas palavras desse autor que eu não conhecia.

Beijos!

chica disse...

Maravilha de poema!Beijos praianos, tudo de bom,chica

Graça Sampaio disse...

Muito bom! Conheço mal os poetas contemporâneos. Alguns são-me difíceis de entrar... Mas gostei muito deste poema de hoje. Obrigada.

lino disse...

Um poeta que devia ser mais conhecido.
Um beijo

anamar disse...

E, como diz Graça Sampaio, Al Berto não é fácil, tal como ele o não era.

Abracinho
:)

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida

Um poeta que eu adoro ler...poesia sempre muito intensa.

Deixo um beijinho e desejo um 2014 pleno de amor e paz, junto de todos que amas.

Sonhadora

Jorge disse...

A magia nostálgica está presente nos versos de Al Berto, um poeta desta cidade de Sines, que tive o privilégio de receber em minha casa.

Jorge

Silenciosamente ouvindo... disse...

É bom fazer com que não se
esqueçam de Al Berto.Gostei
de o encontrar aqui.
Bj.
Irene Alves

Flor de Jasmim disse...

Adorei amiga, são pessoas como tu que nos mantem Al Berto sempre vivo.

Boa semana querida

beijinho e uma flor

ana disse...

Também o evoquei. Um poeta, infelizmente, esquecido.
Abraço!:))