Foram
de hospedagem em hospedagem.
De casa em casa.
De porta em porta.
– “Aqui não
há lugar”.
como uma
avalanche
o desvario
percorre a cidade
infiltra-se
nos ouvidos
tumulto
ruidoso
invadindo
cada poro da pele
cada recanto
da alma.
chamam-lhe
“festa” mas não é mais
que um
ensurdecedor de sentires
um inibidor
de olhares.
de chapéu alto, luva branca e pingalim
o imperador
impera. para isso foi criado.
imperiosa se
faz, então, a comédia.
indispensável, a distração.
mandem vir
os palhaços
os acrobatas
os
malabaristas.
saltimbancos
de todas os cantos do reino
é preciso
rir
rir, rir,
como quem não viveu ainda
como quem
não sabe e não vê
aquela estrela trémula
já quase apagada
sob o peso da hipocrisia.
uma estrela na neve
uma estrela na neve
tristemente soterrada.

2 comentários:
A estrela do amor que infelizmente se vai apagando.
Belíssimo e sentido poema.
Lidia aproveito para lhe desejar um Feliz Natal e um Novo Ano pleno de alegrias, saúde, paz e amor.
Beijinhos
Maria
Meu Deus, Meu Deus
Que farei eu com o meu presépio?
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