do outro lado do vidro
a luz veio incandescer
uma exclamação
de bonança.
julguei até ver-te passar
pela manhã
tão nítido era
o ar que a tingia.
só depois reparei
que, no regaço, já não tinha
o linho, as linhas, o bastidor
com que bordava ao serão
passarinhos, sonhos verdes
e breves raminhos de flores.
imagem: Adam Patrick
pela manhã
tão nítido era
o ar que a tingia.
só depois reparei
que, no regaço, já não tinha
o linho, as linhas, o bastidor
com que bordava ao serão
passarinhos, sonhos verdes
e breves raminhos de flores.
imagem: Adam Patrick

5 comentários:
Oh como eu gostava de saber bordar assim...
Não sei o que é mais belo
se o bordado
se o verso
Lindo teu poema, Lídia. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo fim de semana.
Que nunca te faltem as linhas
Vou continuar a passar
Bj
O ar nítido da manhã a decifrar os gestos e a tecer os versos...
Um beijo, minha Amiga.
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