imagem: pesquisa google s/ ind. aut.
não temas
estou aqui, ainda. ouves-me?
somos as duas, ainda, eu e tu, mãe.
que importa o mundo lá fora?
que importa se nos abandonam
debaixo destas nuvens pesadas
à mercê dos bipes constantes
destas máquinas que te têm?
as nossas mãos dadas...
olha, mãe, como se parecem, as nossas mãos!
nas minhas veias o teu sangue
nas tuas, o meu medo eterno de ser
sem ti.
somos as duas, ainda, aqui
tu, a criança em passinhos trementes
do meu rosto ao quebranto do sono
do quebranto do sono ao meu rosto
eu, tão só
indisponível para a germinação dos
lírios.

5 comentários:
Em dia de anos de minha filha
Parece uma prenda
que bem podia ser minha
Podia
Bastava que houvesse troca de género
Bastava que houvesse troca de génio
Belo poema, cara amiga Lídia. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um ano repleto de realizações.
Eu entendo a tua mensagem
o mesmo não poderei dizer dos lírios
Bj
belo e fremente poema.
beijo, amiga
Muito tocante...
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