sábado, 9 de janeiro de 2016

Händel




  
 trabalho de minha autoria - óleo sobre tela (80x60cm)

não sei se te chame
se me deixe ficar
em “Water Music”,
à deriva, com  Händel




...nenhum outro músico é tão difícil de incluir nos limites de uma definição, ou mesmo dentro de várias, do que Händel... Ele não é um daqueles que impõem sobre a vida e a arte um idealismo voluntário, seja violento ou pacífico; nem é daqueles que escrevem a fórmula de sua campanha no livro da vida. Ele é do tipo que bebe da vida universal, e a assimila a si mesmo. Sua vontade artística é essencialmente objetiva. Seu gênio se adapta a milhares de imagens de eventos passageiros, às nações, aos tempos em que viveu, e mesmo às modas de seus dias. Ele se acomoda às várias influências, ignorando todos os obstáculos. Ele pondera outros estilos e outros pensamentos, mas tamanho é o poder de assimilação e o equilíbrio de sua natureza que ele jamais submerge ou se sobrecarrega pela massa dos elementos estranhos. Tudo é devidamente absorvido, controlado e classificado. Esta alma imensa é como o mar, onde todos os rios do mundo se derramam sem que perca sua serenidade.
           
Romain Rolland (2007: pp.110-111), Händel



 

5 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

«Esta alma imensa é como o mar»

Emília Simões disse...

Parabéns, Lídia!
Um trabalho fabuloso!
Beijinhos,
Ailime

Mar Arável disse...

Ai do mar sem os rios que o alimentam

Bjs

Graça Pires disse...

Gostei muito deste texto sobre Händel. Vou estar mais atenta quando o ouvir. Neste momento só me lembro do "Messias"...
Um beijo, minha Amiga.

Manuel Veiga disse...

não conhecia o texto,
apesar do meu interesse por Romain Rolland

... e Händel!

beijo. grato