do branco:
o timbre inaudível das silabas
subindo a cal do muro
do negro:
o descampado. A tristeza do olhar
quebrado contra a escuridão
Do azul:
lado a lado, o olhar da criança
e a luz de abril
esperando que um barco passe
do cinzento:
não tenho mãos que cheguem ao azul
construí meu ninho à sombra, sob as folhas
do amarelo:
um risco de sol
estirado no parapeito da janela.
gato ou vaso de narcisos?
do rosa:
acordas como se (re)nascesses
respira devagar. e agora, em surdina
canta
do vermelho:
a terra arde e nos sulcos a sede
em sangue dos cardos
do roxo:
as violetas
vinham-lhe à mão
beber os silêncios
do dourado:
um certo modo de encher o coração
do pó entornado das estrelas

5 comentários:
Lindo demais!Adorei! Todas cores contempladas! bjs, chica
São flores senhora
Bj
Poema-Arco-íris
desenhado à mão
ritmo de canção
de embalar
até ao dia
de acordar
Um dia
hás-de de me emprestar
teus lápis
talvez eles me ensinem
a desenhar um poema
que valha a pena
cores que são Festa.
adorei. muito bonito
beijo
A diversidade da democracia, em todos há valia, mesmo que sem o canto da cotovia.
Um beijinho, Lídia :)
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