terça-feira, 1 de março de 2016

Grande, o Amor!




regresso ao meu pequeno mundo.
grande!
a tela inacabada no cavalete
a pedir mais luz, à direita
sombras mais acentuadas
volumes mais definidos.

dentro das minhas mãos, dos pulsos
dos ombros
um exército de mais de mil alfinetes
efetuam minuciosas  peritagens.

pinto até que se tinja de verde 
o olhar.






imagem: oléo sobre tela (minha)


7 comentários:

Cristina Sousa disse...

Magnifico poema minha querida.

Um beijo enorme

Maria Rodrigues disse...

A imagem é linda, o poema soberbo, meus parabéns.
Beijinhos
Maria

Rogério G.V. Pereira disse...

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do (teu) coração.

(bonito, isso)

alma disse...

é enorme...poema e tela, que nos calam.
bj
eduarda

Graça Pires disse...

Há-de ficar verde o teu olhar. Maravilhoso o poema e a tua pintura...
Beijo.

AC disse...

Um olhar verde esperança, providenciado de afectos...
Gostei, Lídia!

Um beijinho :)

Unknown disse...

Lindo, Lídia.
"até que se tinja de verde o olhar" - todo o poema é tingido de um verde que encanta, tal como a tela, excepcional.
Tanta arte num só ser.

bj amg