pintura: Margarita Sikorskaia
magro distante indiferente, ele
passos
de não estar ali,
uns
passos adiante de tudo.
a
criança, atrás, leve como uma pluma
em
passinhos saltarilhados
de
pardal caído do ninho.
ela, triste.
o rosto,
uma
pétala pálida, olheiras fundas.
o
ventre redondo como uma lua toda.
uma
nuvem escura (deve ser escura)
vai
engolindo gomo a gomo o sol
que
devia pertencer-lhes.
(reescrito)

1 comentário:
Um poema profundo e triste. Como se todas as lembranças tocassem a fragilidade da luz...
Um beijo, minha Amiga.
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