sábado, 17 de setembro de 2016



 Julian Tschollar

o pensamento emaranhado
na luz âmbar dos rostos
voltados a poente.
terrivelmente puros
os rostos 

batidos pela desventura
declinam para a errância. rios inquietos
contidos em margens sólidas
edificados às escuras 
pedra a pedra. sem ruído.
pacificamente.

como árvores
das raízes apartadas
eles secam  
antes dos frutos
antes dos ninhos
antes das aves

depois... depois de tudo
o que restará?





1 comentário:

Rogério G.V. Pereira disse...

Estou certo,
Poeta
Que todo o deserto é efémero

haverá inusitada vida
depois dos frutos
depois dos ninhos
depois das aves