Julian Tschollar
o
pensamento emaranhado
na luz
âmbar dos rostos
voltados
a poente.
terrivelmente
puros
os
rostos
batidos
pela desventura
declinam
para a errância. rios inquietos
contidos
em margens sólidas
edificados
às escuras
pedra a
pedra. sem ruído.
pacificamente.
como
árvores
das
raízes apartadas
eles secam
antes dos
frutos
antes dos
ninhos
antes das
aves
depois...
depois de tudo
o que
restará?

1 comentário:
Estou certo,
Poeta
Que todo o deserto é efémero
haverá inusitada vida
depois dos frutos
depois dos ninhos
depois das aves
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