(imagem: pesquisa Google)
a bem dizer,
nada sabemos já do excesso.
as odes
febris do desejo deixaram de triunfar.
já seus
nervos tensos de aço afrouxaram
despedaçados
em mil fiapos
pelos dentes
da desilusão.
a euforia,
já não um rio indomável
vaga fúria ânsia
impossibilidade
de respirar
a toda a
largura das sensações
indizíveis.
indomáveis porque indizíveis.
os verbos minúsculos, retraídos
na extensão
imensurável do visível.
agora no
coração este silêncio...
um súbito
espanto de tudo o que ainda não é
o que do
passado nunca foi… e o futuro cego
as persianas
corridas, a sala deserta.
o silêncio...
do lado de
lá desse muro, pedra a
pedra construído
no inverso
do humano. tortos direitos humanos.
e o sonho
uma tela corrompida, penetrada
por incómodos raios de realidade.
1 comentário:
a realidade é tão grande
que não cabe numa só tela
há outra que te ilustra
a luta
Enviar um comentário