terça-feira, 13 de dezembro de 2016

“Todos os dias morrem mil mortes”

«Mais de 3500 mulheres e crianças
Ainda estão presas como escravas sexuais
Do Daehs. Todos os dias morrem mil mortes»

DN (2016, 13 dezembro)




Nos rostos longínquos, o sem fim da dor.
Os olhos, crianças envelhecidas,
poços escuros,
restos mortais de infâncias violadas,
torturadas, vendidas. Sarcófagos
para sempre a descoberto,
chaga ensanguentada
da barbárie.


E, contudo, as vozes… Milagre,
grito surdo a perfurar a alma,
a queimar por dentro
como um delito [comum]
inconfessável, inexprimível.


Pode tanta morte caber
em tão exíguos corpos, meu Deus?



«Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar»
SOPHIA


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