Se nada há de novo e tudo o
que há
já dantes era como agora é,
só ilusão a criação será:
criar o já criado para quê?
Que alguém me mostre, sobre um livro antigo
como quinhentas translações astrais,
a tua imagem, na inscrição, no abrigo
do espírito em seus signos iniciais.
Que eu saiba o que diria o velho mundo
deste milagre que é a tua forma;
se te viram melhor, se me confundo,
se as translações seguem a mesma norma.
Mas disto estou seguro: antigos textos
louvaram mais com bem menores pretextos.
William Shakespeare, in Sonetos.
Tradução incluída em Trabalho Poético (2003: p.134), Carlos de Oliveira.
já dantes era como agora é,
só ilusão a criação será:
criar o já criado para quê?
Que alguém me mostre, sobre um livro antigo
como quinhentas translações astrais,
a tua imagem, na inscrição, no abrigo
do espírito em seus signos iniciais.
Que eu saiba o que diria o velho mundo
deste milagre que é a tua forma;
se te viram melhor, se me confundo,
se as translações seguem a mesma norma.
Mas disto estou seguro: antigos textos
louvaram mais com bem menores pretextos.
William Shakespeare, in Sonetos.
Tradução incluída em Trabalho Poético (2003: p.134), Carlos de Oliveira.

3 comentários:
O génio de William Shakespeare aliada ao de Carlos de Oliveira. Há sempre coisas novas por aqui, minha amiga Lídia.
Um beijo.
Cara amiga Lídia, Shakespeare, um poeta e dramaturgo, muito acima da média; aliás, ã poderia ser diferente em se tratando de um gênio.
Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.
"Se nada há de novo e tudo o que há
já dantes era como agora é,
só ilusão a criação será:
criar o já criado para quê?"
(Mudar o mundo não custa muito
leva é tempo)
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