Seara
os óculos, o bloco, a caneta
afasto de par em par a cortina
e vejo-me lá fora misturada
com uma fina e suave neblina.
bela atmosfera que reclamo minha
seara de trigo em si resguardada
um mar de versos, ao vento, ondulantes
onde em pousio me basto e encontro
alheia aos voos de corvos rasantes.
1 comentário:
Seara, poema, pão
expostos à voragem de outros pássaros
atraídos pelos grãos, maduros, dourados
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