sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Vida










O poema escolhe o lugar
por onde romper.
Só ele sabe onde
é menos densa a geada.

E assim também a Vida,
esta cerimónia
demasiado branca
demasiado pura.


















pintura:Sandra Bierman

2 comentários:

Graça Sampaio disse...

Tão simples e tão belo!! (e a imagem, uma maravilha de bom gosto!)

Beijinho.

Alfredo Rangel disse...

Isto é um poema. Tão simples, tão perfeito, tão forte.

Parabéns, Lídia.
Lindo.