Pega-se num livro. Com carinho. Entra-se nele cuidadosamente, pé ante pé. Não queremos que se atemorizem as palavras, que se enrolem sobre si mesmas, ocultando o que de mais genuíno guardam. Depressa se descobre que são elas a levar-nos quase compulsivamente, umas tudo razão, outras só coração; a maioria questionando, página a página, questionando. Levam-nos a lugares novos, distantes e, no entanto, tão nossos, tão de dentro de nós.
Este Abril não me basta. Perdeu-se
na contagem aritmética dos cravos
o vermelho dos seus lábios. É agora
um ser sem abrigo à procura do seu
nome. É preciso que as flores voltem
a ser flores para que a boca não seque
ao relento de um caule decepado.
"Abril", em "Poemas simples para corações inteiros", Virgínia do Carmo
Sem
nos apercebermos, já a contracapa nos espia, as nossas mãos pousadas sobre
ela... e continua-se a ler, a ler, a ler…
Poemas
simples para corações inteiros, é
o mais recente trabalho da amiga, poeta e editora, Virgínia do Carmo. Um livro
que apresentarei, com especial carinho, no próximo sábado no
café/pastelaria “Andorinha na Praça” em Alfândega da Fé, respondendo assim ao
honroso convite da Virgínia do Carmo.

1 comentário:
Estou a contar aparecer por lá. Parabéns a ambas!
Beijo
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