(imagem: pesquisa google s/. ind. de autoria)
reparei hoje
com todo o êxtase que um reparar pode conter
na folia dos pardais em festa,
na alegria do sol percorrendo
o quintal, espiando os recantos
até os mais sombrios
onde só crescem trevo e musgo.
contei as flores que abriram hoje
e reguei-as em jeito de boas-vindas,
apanhei as pétalas que hoje caíram
sem nenhum pesar e escrevi "rosa"
com a suavidade toda das pétalas
e com todos os espinhos.
reparei naquelas florinhas minúsculas
a romperem de uma nesga de terra
entre a estrada e o muro
e nas glicínias e no vento,
em como partilhavam secretamente
perfumes e danças.
reparei numa criança
que reparava numa nuvem suspensa
do azul dos seus olhos
e numa outra que desenhava no chão
borboletas só para as ver voar
sobre o canteiro dos amores.
reparei hoje em algumas pessoas
que seguiam rua abaixo, rua acima,
sem reparar em nada
e em muitas outras que reparavam,
com todo o êxtase que um reparar pode conter,
no ecrã de um telemóvel.
e reguei-as em jeito de boas-vindas,
apanhei as pétalas que hoje caíram
sem nenhum pesar e escrevi "rosa"
com a suavidade toda das pétalas
e com todos os espinhos.
reparei naquelas florinhas minúsculas
a romperem de uma nesga de terra
entre a estrada e o muro
e nas glicínias e no vento,
em como partilhavam secretamente
perfumes e danças.
reparei numa criança
que reparava numa nuvem suspensa
do azul dos seus olhos
e numa outra que desenhava no chão
borboletas só para as ver voar
sobre o canteiro dos amores.
reparei hoje em algumas pessoas
que seguiam rua abaixo, rua acima,
sem reparar em nada
e em muitas outras que reparavam,
com todo o êxtase que um reparar pode conter,
no ecrã de um telemóvel.

4 comentários:
Há tantas pequenas grandes coisas para repararmos, mas infelizmente na corrida diária, a maioria das pessoas não repara no que as rodeia, apenas segue o seu próprio caminho.
Belíssimo poema.
Beijinhos
Maria
Cada vez reparamos menos nas coisas e nas pessoas.
Mas vale a pena fazê-lo enquanto somos vivos...
Magnífico poema, gostei muito.
Boa semana, Lídia.
Beijo.
E os teus olhos ficaram maravilhados e da cor de tudo quanto viste.
Um poema cheio de uma delicadeza quase inocente, Lídia. Que beleza!
Uma boa semana.
Um beijo.
E grava-se as cores dos momentos no olhar que repara em tudo...
Gostei muito...
Perdoe a "intrusa"....
Beijos e abraços
Marta
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