domingo, 21 de maio de 2017

Melide - Galiza


  
    Em torno da poesia, da música, da pintura e da escultura, um grupo de amigos reúne-se, cedendo ao apelo de aproximação que uma Língua (de raiz comum) impõe. Se alguns acabam de se conhecer, ninguém o diria, pois que as conversas, como cerejas, encadeiam-se umas nas outras e fluem em todas as direções. E são alegres e simples e fáceis…
    Uma língua, se não uma pátria, como Fernanda Pessoa a definiu, é pelo menos, um lugar de inequívocos afetos e felizes encontros. Minho e Galiza, unidos não apenas pela Língua, mas também pelas artes, pela amizade. As palavras, parafraseando o Antom Laia, numa dedicatória que me dirigiu, na hora de trocar poemas, criam um mundo onde sempre bailam unha dança interminável.
  

É assim, de um modo natural, que as coisas acontecem entre pessoas que reconhecem na cultura a essência da identidade e acreditam poder transmiti-la às novas gerações para que se não apartem das raízes, para que a sua individualidade, possa manifestar-se livremente no seio do coletivo de que são parte.




Grata pela hospitalidade, pelo carinho e pela possibilidade que me deram de percorrer "[N']o caminho das Artes" em tão boa companhia.
Considero-me hoje, ao regressar a casa, substancialmente mais rica.




 

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