sábado, 20 de maio de 2017

Pouco a pouco

imagem Google s/ ind. autoria



depois, pouco a pouco
o fulgor das asas
vai-se quebrando contra o tempo.
a feição do olhar a fazer-se coincidir
com a feição do olhado...
nada mais, nada menos que o
caminho da petrificação pré-esculpido.

peso, forma, volume e nome 
tudo então milimetricamente
metido no habitualismo

uma calamidade isto tudo, digo-vos eu
o normal não é normal. pesa muito 
aos ombros dos que têm fome
de pão e de sonho e de amor e de sol
e de beleza…

a beleza do mundo
um animal que se vai esquecendo 
de respirar.





1 comentário:

Rogério G.V. Pereira disse...

«o normal não é normal. pesa muito
aos ombros dos que têm fome
de pão e de sonho e de amor e de sol
e de beleza… »

levei teus (esses) versos
alguma fome saciarei

(pouco adianta, eu sei
mas o pouco
é muito mais que nada...)