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depois, pouco a pouco
o fulgor das asas
vai-se quebrando contra o tempo.
a feição do olhar a fazer-se coincidir
nada mais, nada menos que o
caminho da petrificação pré-esculpido.
peso, forma, volume e nome
tudo então milimetricamente
metido no habitualismo
uma calamidade isto tudo, digo-vos eu
o normal não é normal. pesa muito
aos ombros dos que têm fome
de pão e de sonho e de amor e de sol
e de beleza…
a beleza do mundo
um animal que se vai esquecendo
de respirar.

1 comentário:
«o normal não é normal. pesa muito
aos ombros dos que têm fome
de pão e de sonho e de amor e de sol
e de beleza… »
levei teus (esses) versos
alguma fome saciarei
(pouco adianta, eu sei
mas o pouco
é muito mais que nada...)
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