quarta-feira, 21 de junho de 2017

Zangados



 (s/ ind. autoria)

estamos todos tão zangados, agora!
qualquer palavra é capaz de nos inflamar.
fazemos barulho, gesticulamos, enfurecemo-nos,
achando que ensurdeceremos assim
para a nossa infinita desolação.

temos medo que nos vejam, que nos oiçam,
pelo lado de dentro…
o pranto quebrando tudo no peito, 
a cinza avançando
como um fantasma na noite.




3 comentários:

lis disse...

Estamos desolados,Lídia
'o pranto quebrando no peito'... Assim!

Graça Pires disse...

A cinza avançou como um fantasma da noite para dentro do meu coração que está de luto e me queimou as palavras...
Um beijo, Lídia.

Jaime Portela disse...

Todos zangados, na verdade.
Um poema excelente, gostei imenso.
Bom domingo e boa semana.
Beijo.