(s/ ind. autoria)
estamos todos
tão zangados, agora!
qualquer palavra
é capaz de nos inflamar.
fazemos barulho,
gesticulamos, enfurecemo-nos,
achando que ensurdeceremos
assim
para a nossa
infinita desolação.
temos medo que
nos vejam, que nos oiçam,
pelo lado de
dentro…
o pranto quebrando tudo no peito, a cinza avançando
como um fantasma na noite.

3 comentários:
Estamos desolados,Lídia
'o pranto quebrando no peito'... Assim!
A cinza avançou como um fantasma da noite para dentro do meu coração que está de luto e me queimou as palavras...
Um beijo, Lídia.
Todos zangados, na verdade.
Um poema excelente, gostei imenso.
Bom domingo e boa semana.
Beijo.
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