quarta-feira, 30 de agosto de 2017

ofício




dos dias que passam

o prodígio das coisas leves, apenas

a seda suspensa na indolência do ar.

 e as mãos inquietas…

grato ofício este: esfarelar a sombra

no óleo de uma tela,

roçar o mato que esconde o mar,

remendar o casco ao bote

como quem prepara já

o húmus que há de nutrir

as flores de inverno.




1 comentário:

Rogério G.V. Pereira disse...

Grato oficio esse: esfarelar a sombra
e eu, para aqui em desnorte
a tentar
reacender o sol...