dos dias que
passam
o prodígio
das coisas leves, apenas
a seda
suspensa na indolência do ar.
e as
mãos inquietas…
grato ofício
este: esfarelar a sombra
no óleo de
uma tela,
roçar o mato
que esconde o mar,
remendar o casco ao bote
como quem
prepara já
o húmus que
há de nutrir
as
flores de inverno.

1 comentário:
Grato oficio esse: esfarelar a sombra
e eu, para aqui em desnorte
a tentar
reacender o sol...
Enviar um comentário