às vezes subo ao jardim
a procurar sofregamente um sinal de ti.
contaram-me que andaste por aqui
a semear utopias, a espalhar
abelhas
e flores, a acender laivos de justiça,
e flores, a acender laivos de justiça,
pirilampos lúcidos
pelo chão de todas as paisagens,
como se não soubesses,
de pedra,
as vocações dos homens.
de tudo isto meu corpo se ausenta
meu ser adoece, pálido, meu rosto se
entorna
na saudade em que te transmutaste.
tu és a saudade.
por isso, é que às vezes subo ao jardim
a procurar sofregamente um sinal de ti.
por isso, é que às vezes subo ao jardim
a procurar sofregamente um sinal de ti.
e não cedo, não cedo à tentação de cortar
aquela roseira branca, bela de ser única, última,
valiosa de ser inteira.
valiosa de ser inteira.
não poderei perder, para sempre
o eco perfumado da tua presença
em mim.
Daniel Gerhartz

3 comentários:
Que lindo poema.
Bjos tenha uma ótima semana.
Lindo de mais!!!! Lindo, lindo!!!
Beijinhos para tal Poeta que assim poeta...
Que coisa mais linda!
Os dois; muita sintonia o poema e a imagem.
Continuação de boa semana.
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