quinta-feira, 14 de setembro de 2017

pedras e pedrinhas encontradas lá fora, na rua






ecos, apenas. sons vagos, pedras
trituradas entre dentes. 
arrepio, soletro comigo
e não quero crer na descrença
que me invade
ó perversa visão, p’ra que te vi?
um coração pode louvar o amor,
ter violetas a luzir à janela, enquanto
no quarto dos fundos, ardiloso
dá guarida à perfídia,
endurecido enraivecido
crivado de pedras agrestes
como metáforas.
pensava terem as pedras 
habitats naturais no espaço de um corpo:
um fígado, uma vesícula, uns rins, 
talvez até um olhar ou
um gesto de desprezar,
mas cálculos no coração?
devastadora visão!





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