ecos,
apenas. sons vagos, pedras
trituradas entre dentes.
arrepio, soletro comigo
e não quero
crer na descrença
que me invade
ó perversa
visão, p’ra que te vi?
um coração
pode louvar o amor,
ter violetas
a luzir à janela, enquanto
no quarto
dos fundos, ardiloso
dá guarida à
perfídia,
endurecido
enraivecido
crivado de
pedras agrestes
como
metáforas.
pensava
terem as pedras
habitats naturais no espaço de um corpo:
um fígado, uma
vesícula, uns rins,
talvez até um
olhar ou
um gesto de desprezar,
mas cálculos
no coração?
devastadora visão!

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