o vento
arrastou meu corpo todo
para dentro
do outono.
ficou apenas
o cansaço, um infinito cansaço.
tateio,
tateio,
entre uma
folha de papel e a música,
o som da
minha voz, caído da boca,
para poder chamar
por mim
que já é
tarde.
tenho medo
de me perder
na
inquietação das horas
agora que a
noite se levanta
sonolenta,
densa,
sem aves.
(imagem s/ ind. autoria)

2 comentários:
E quando o cansaço nos ataca, até a alma nos pesa.
Maravilhoso poema
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco
Um denso mas suave sentir o tempo de descanso.
Muito belo.
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