segunda-feira, 11 de setembro de 2017

noite







o vento arrastou meu corpo todo
para dentro do outono.
ficou apenas o cansaço, um infinito cansaço.

tateio,
entre uma folha de papel e a música,
o som da minha voz, caído da boca,
para poder chamar por mim
que já é tarde. 
tenho medo de me perder
na inquietação das horas
agora que a noite se levanta
sonolenta,
densa,
sem aves.





(imagem s/ ind. autoria)








2 comentários:

Maria Rodrigues disse...

E quando o cansaço nos ataca, até a alma nos pesa.
Maravilhoso poema
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Armando Sena disse...

Um denso mas suave sentir o tempo de descanso.
Muito belo.