domingo, 22 de outubro de 2017

cais







despedimo-nos
à chegada [quantas vezes?]
tantas que dos meus olhos
não se avista  
um só eco de partida,
o cais
e um barco [sem nós]
à mercê dos dedos
nesta hora quase vidro.
o quebranto atravessado na voz,
a bruma que sou, o vento que és...
à mercê dos dedos, [sem nós]
o poema
sobrevivente
o som aquátil da chuva,
dádiva cantando a noite.
o azul e o plúmbeo
da vida,
na dobradiça oxidada dos dias.
inesperada
intimidade










(imagem pesquisa google s/ ind. autoria) 





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