(Duy Huynh)
era a palavra que o levava
e ele ia. Pelo pé do lápis, ia
sorumbático,
esquecido
da sua função de gente.
diluia-se
em [des]sentires
e
[des]viveres.
valia-lhe
ter sido
colecionador
de ruídos.
possuía
gorjeios de pássaros
a
acordar as manhãs,
rezas
de louva-a-deus
em
abundância,
sininhos
silvestres,
sorrisos
de gente,
[preferia
os das crianças
a que juntava um ou outro, maior,
pelo
tom sincero claro.]
era
um poeta apaixonado
pela
palavra outrora.
outrorava-se
frequentemente.
tinha
inclinações de sombra.
não
raras vezes
batia
à porta da própria casa
para
apaziguar solidões.
mais
das vezes
não
se encontrava lá.
(reeditado)
(reeditado)

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