(imagem s/. ind. autoria)
Têm
pouca realidade
as aves
que vêm e vão
neste
céu anoitecido.
Tarda a
morrer no coração
a luz
discreta e silenciosa
que lhes
talha a forma e o sentido.
Um poeta
não devia andar sozinho
pelas
ruas do outono com
tantas
aves na voz.
Lídia Borges (2015), Baile de Cítaras

2 comentários:
(pág. 20)
Acredites, ou não
estava mesmo aqui à mão
"Um poeta não devia andar sozinho
pelas ruas do outono com
tantas aves na voz."
Magnífico!
Um beijo, minha Amiga Lídia.
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