sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Pelas ruas do outono



 (imagem s/. ind. autoria)

Têm pouca realidade
as aves que vêm e vão
neste céu anoitecido.
Tarda a morrer no coração
a luz discreta e silenciosa
que lhes talha a forma e o sentido.

Um poeta não devia andar sozinho
pelas ruas do outono  com
tantas aves na voz.

 Lídia Borges (2015), Baile de Cítaras



2 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

(pág. 20)
Acredites, ou não
estava mesmo aqui à mão

Graça Pires disse...

"Um poeta não devia andar sozinho
pelas ruas do outono com
tantas aves na voz."
Magnífico!
Um beijo, minha Amiga Lídia.