(pintura: Angela Morgan)
cinzenta.
todos os rostos me parecem iguais
mármore de cantaria esculpido,
nula a legibilidade das expressões.
de súbito o riso de uma criança,
a música da concertina
e o pequeno pai natal de pilhas
a fazer o pino em dois tempos: um, dois...
dou por mim a rir com o riso repentino da criança
que se debruçava sobre o acrobata,
as mãos apoiadas nos joelhos pequeninos
e o tom maravilhado no olhar e no gargalhar.
a ideia de infância associo-a ao vento
vai e vem, vem e vai...
e por vezes tropeça-se nela
na rua
a fazer o pino vestida de pai natal.

2 comentários:
Desafio-te, minha querida amiga
para uma ideia feita de brisa
(pode ser à partida
ou à chegada
dessa viagem
que tens marcada)
Bom dia. Passando para me deliciar com as suas publicações. Gostei muito do seu blogue e da sua poesia. Doce e maravilhosa..
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Tema de hoje
Manhã, nascer do sol, solfeja a cigarra no arvoredo
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Deixo cumprimentos poéticos.
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