Impressão, nascer do sol
Claude Monet (1872)
um caderno aberto
uma página em
branco,
branco
o âmago da
palavra por principiar,
o nascer do sol,
muito mais do
que a alba
leve, a cingir os longes
como se
a
cada ser vivo
a cada objeto
a cada emoção
fosse dado
retornar ao ato
de nascer.
e fossem róseos
os sonhos
e nenhum deles delido.
e o azul se iluminasse
e nenhuma
lágrima, mar.
morosa seja em
teus dedos
a cor primeira
dos amanheceres
[amenos]
a augurar o poema
