(imagem:Google, pesquisa s/ ind. autoria)
amamos esta estrada
murmúrio ténue de um tempo vertical
antes da curva, além. sobre
o porvir
teríamos ainda alguma coisa a dizer,
é possível...
deixemos, contudo, que o silêncio medre.
que as faces e arestas
dos nossos poemas imperfeitos se extingam
em lume brando,
até à cinza.
seremos assim,
sem idades nem saudades,
mais breves e livres
aquém da curva da
estrada
onde nos temos.
do depois, nada nos é visível
e a poesia, infinitamente mais bela,
poupada ao peso insuportável da palavra
pensada,
deixemos, pois, espaço para o silêncio.
que tome nos braços a cidade dormente
com suas mãos frias, crisântemos brancos
no âmago da noite
como um luar triste caindo sobre
escombros.
deixemos...
(reescrito)

1 comentário:
É belo, muito belo
mas não posso
na verdade, concordar
o silêncio é um momento
que se espera breve
o suficiente para encontrar
a chave de acordar a cidade
Enviar um comentário