Amo esta morada maternal
sem
paredes nem portas,
amplitude
branca, terra sem dono
onde deixei morrer a infância
sem
encontrar o mundo.
A
lentidão dos regatos
encerrados
na memória,
partículas
de prata
sobre a
cabeça da mulher
que escondeu os cabelos
para não
ser magoada.
E o
espanto a tanger o corpo
que dança
na dança das árvores, das águas,
dos
pássaros, dos claustros e pátios,
dos bichos que se devoram
desconhecendo o ódio.
[Diferentes
dos homens
que em
ódio se devoram].
A Vida, convulsão do Belo.
Pode ser convulsivo, o Belo.
E angustiante. Porém, desafio
eterno
a contrariar a morte.
a contrariar a morte.
A beleza, matéria flutuante
no princípio da perfeição
de todas as coisas
sobre os calhaus do rio.
(imagem: pesquisa s/ ind. autoria)
