segunda-feira, 18 de junho de 2018

Luar


Sobre o peito
alastra o luar 
de outras luas
longínquas,
outros versos,
outra música...

O olhar fixo do gato,
metade sombra
metade nada,
desperta-me,
vem infetar-me 
o poema todo
de realidade.

Pego na vassoura
para varrer 
os restos do luar 
estilhaçado
caído
no chão da sala.

Deixá-lo.
Não saberia mesmo
como iluminar com ele
um sorriso teu.





Jeffrey T Larson

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