…Uma alameda inteira
de rododendros por onde o vento,
ao passar, parasse deslumbrado
ao passar, parasse deslumbrado
e em desvelo.
Ana Luísa Amaral
O jovem arbusto
floriu
sem pudor
pela
primeira vez.
Veio
cá ter, ao jardim,
ao
poema
por
obra e graça de
Garcia
Márquez
que
foi quem primeiro
me
deu a ler
a
palavra gardénia.
Tal
como o rododendro
seduziu Ana Luísa Amaral,
inicialmente,
pela
sonoridade do nome
mais que pela “coisa” nomeada,
também
a gardénia…
a
gar-dé-ni-a
despertou
em mim
uma sensação leve,redonda e branca
a deslocar-se da música à seda, à flor,
à música, de novo...
Mas
o perfume,
só
hoje com volúpia o provei
Mirtilo,
morango, medronho, amora,
um
sabor a
O Amor em tempo de cólera,
o
amor romântico
com
que, solícitas, as gardénias
tentam convencer-nos.
