ao povo brasileiro,
vítima de mais uma,
entre tantas, calamidades.
São escravas as vontades
sob o jugo do banal,
tanta raiz decepada
tanta foice afiada
afastada do trigal.
Por vezes sustenho a voz
para a não ver sofrer,
tudo é despeito e soberba
lume vivo, as imagens
da História a perecer.
Por vezes sustenho a voz
não sei bem o que dizer,
faz-se cinza a coragem:
tanto passado a arder,
tristes fósseis da miragem.
No coração condoído
as lágrimas, como rio,
não extinguem as chamas
nem lavam as mãos profanas
de infernos consentidos.

1 comentário:
Triste momento_ e bela composição Lídia
Obrigada pela solidariedade.
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