segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Terra-Mãe


   Na hora do nascimento, a criança recebeu de presente, da parte da maternidade, uma bandeirinha da Noruega. De modo que, a primeira vez que vi o bebé, via Skype, (há dois dias), havia ao lado do berço um sinal de que, conquistados os nossos filhos, o país abraça também os nossos netos. Carinhosamente.


  Há  uns dias que ando a recolher umas pontinhas de sol, uns sopros mínimos de maresia, raminhos de alecrim, sementes de rosmaninho e hortelã e outras coisas desta natureza (como o amor) que em si contêm o sentido mais pleno da palavra casa. Guardo tudo com cuidado numa malinha térmica. 

Vencida a distância entre o país da neve e o país do sol, em breve, o meu primeiro neto poderá começar a aprender a que cheira, a que sabe a terra-mãe. E um colo de avó.


     Quanto à bandeirinha já tratei de adquirir a das quinas que levarei para juntar à que lhe foi oferecida no dia do nascimento, ainda que a terra-mãe se mostre, (quantas vezes?) uma terra-ingrata para os seus filhos.






2 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

No outro espaço, coloquei "adoro"
Neste teve ser um "gosto"
Leva ao teu neto uma mão cheia de terra
talvez ele, mesmo longe, trate bem dela

(a Teresa disse-me à pouquinho, é tão bom ser avó!)

Afrodite disse...


Parabéns Lídia, e muitas felicidades para o bebé.
(^^)