domingo, 7 de abril de 2019

Poesia












Foi ontem, na "Centésima Página", no final de uma tarde fria e chuvosa,  em Braga.

Amigos de todos os dias, de sol ou de chuva, pessoas que trocam o conforto do sofá, as lojas dos centros comerciais, os cafés pela Poesia, que se juntam para falar/ouvir falar dela, para ler/dizer poemas… Porquê? Para quê? 

De alguma coisa há de servir a Poesia. Ela ajuda a viver, (digo eu que nada sei), a encontrar instantes de coincidência dos sentires com as palavras, instantes efémeros de encontro connosco mesmos, com os nossos desejos e medos, o que, na verdade, já não é pouco,  tendo em conta a nossa humana medida.


A meu pedido, no final da sessão, o amigo Armindo Cerqueira, entoou, mesmo de improviso, à capela, a Canção de Embalar. Sabia que não recusaria e que, pudesse o Zeca Afonso estar ali entre nós, iria gostar. Foi bonito!

Grata por mais um momento inesquecível, dos muitos que os livros me têm proporcionado.