
O que és tu aí,
redonda azulada e lenta
esbatida e pardacenta forma
ao alcance da mão na toalha de franja?
Prendê-la.
Esperar que a metamorfose suceda,
luar, sumo de laranja, limão,
a base de um copo deixada
em cima da mesa,
a lua caída do firmamento?
a sombra azulada de um fruto
que ali nunca estivera.
Lídia Borges
(imagem: s/ind. de autoria, fragmento)