(pintura: Ângela Felipa)
Quanto mais conheço
as palavras grandes
mais preciso de me agarrar
às pequeninas.
Só essas me cabem nos olhos.
O meu poema quer ser
de grão
de pólen
de pó
de chão.
Porque coisas grandes
só se dizem bem
com palavras miúdas.
Lídia Borges
