quinta-feira, 23 de abril de 2020

Livros



O Dia Mundial do Livro apanhou-me com o Nome de Toureiro de Luís Sepúlveda, na mão. 


Na minha biblioteca, não sei desde quando, no lado dos "não lidos".
Edições Asa, 9.ª edição, Agosto de 2006, página, 79:


"[...] Queres saber quanto custa uma garrafa de conhaque? O mesmo que tu e eu ganhávamos num ano. Mas esses tempos passaram. Esses tempos piolhosos são uma história incómoda. Agora correm os novos tempos e trabalham para nós.
- Eu também os quero ver dessa maneira. Há uma receita?
- Positivo. Há, e começa por procurar atingir a única meta válida: ser rico. Quanto mais rico melhor. A riqueza é um bálsamo e a pobreza é obscena. Pensa, Galinsky: quando o muro caiu julgávamos que os ocidentais, os Wessis, olhariam para a nossa pobreza com piedade, com misericórdia, e o que é que se passou afinal? - olharam para ela com nojo, com repugnância. [...]"

Ainda não li poesia, hoje, mas tenho aqui perto, um livrinho pequenino, que vai servir para matar o "vício", ia dizer "matar o bicho", enfim! Chama-se assim: Poemas Anónimos /turcos, mongóis, chineses e incertos. Por Gil de Carvalho.


Querem ver? Abrindo ao acaso:

China Tang (618-907)

A árvore de alta montanha
Padece do vento e da chuva

A árvore de beira da estrada
Padece do machado e do machete.