O Dia Mundial do Livro apanhou-me com o Nome de Toureiro de Luís Sepúlveda, na mão.
Na minha biblioteca, não sei desde quando, no lado dos "não lidos".
Edições Asa, 9.ª edição, Agosto de 2006, página, 79:
"[...] Queres saber quanto custa uma garrafa de
conhaque? O mesmo que tu e eu ganhávamos num ano. Mas esses tempos passaram.
Esses tempos piolhosos são uma história incómoda. Agora correm os novos tempos
e trabalham para nós.
- Eu também os quero ver dessa maneira. Há uma
receita?
- Positivo. Há, e começa por procurar atingir a
única meta válida: ser rico. Quanto mais rico melhor. A riqueza é um bálsamo e
a pobreza é obscena. Pensa, Galinsky: quando o muro caiu julgávamos que os
ocidentais, os Wessis, olhariam para a nossa pobreza com piedade, com
misericórdia, e o que é que se passou afinal? - olharam para ela com nojo, com
repugnância. [...]"
Ainda não
li poesia, hoje, mas tenho aqui perto, um livrinho pequenino, que vai servir
para matar o "vício", ia dizer "matar o bicho", enfim!
Chama-se assim: Poemas Anónimos /turcos, mongóis, chineses e incertos. Por Gil
de Carvalho.
China Tang (618-907)
A árvore de alta montanha
Padece do vento e da chuva
A árvore de beira da estrada
Padece do machado e do machete.

