O novo livro de Graça Pires, em torno do qual hoje se reúne a "família"
Poética Edições, numa apresentação a acontecer on-line, cumprindo as normas vigentes, em tempo de pandemia. Um exercício de encontro
de autores, uns com os outros e de todos com a Poesia, mais concretamente com a palavra poética de
Graça Pires, a autora do muito justamente apreciado Ortografia do Olhar.
Felicito, agora publicamente, (pois já tive oportunidade de o
fazer particularmente), a poeta e amiga Graça Pires, desejando o maior sucesso para este seu - A solidão é como o vento - do qual trago aqui o poema da página 56,
poema que gravei, em jeito de homenagem e admiração.
Vêm de todos os lugares
Aos milhares, saem dos túneis
da noite e do medo.
Não trazem bandeiras.
Um ardil cavado na lonjura
enjeita-lhes a idade.
E chegam extenuados, traídos, indefesos.
Procuram um chão e um abraço.
As sombras coladas aos muros
são a morada da esperança que lhes resta.
Poderão perdoar a nossa ausência?
Graça Pires

