(Anne Pakard)
Há nos teus olhos alguma coisa que perdi,
uma tristeza caída entre alegrias.
Alguma coisa
que sem querer achei
na fluidez lavrada
dos dias.
Aquele barco à
vela, vês?
indo…indo… indo...
enfrenta as
vagas de regresso a ti.
A lonjura vai
desatada do cais
no olhar com
que um dia te vi.
E é já tão dorida a distância
desse ver-te de
tão perto sem te ver
que chego a
pensar que é só minha
toda a mágoa d`um barco ao entardecer.
Lídia Borges