Pronunciar-te é andejar
em floresta de vocábulos esquivos.
É respirar profundamente
até que se erga no coração
a alvura de um amanhecer.
Tu cantas o Sol e a neve,
as violetas roxas da dor.
Tu cantas a alegria flórea
das magnólias
a meio do inverno
e a conspiração dos pássaros
que provocam as mãos
ainda entorpecidas.
Eu escuto e aconteço-te.
Lídia Borges