Do que mais gostei?
Da genuína alegria das crianças, ao receberem o livro. Mesmo à minha frente alguns miúdos abraçavam-no e beijavam-no, tomados pela surpresa do presente. Que coisa tão rara de se ver, hoje em dia!
Do menino (nipónico) que se aproximou de mim e demorou a fazer-me compreender o que dizia: não conseguira entender a história e não podia aceitar o livro, pois não sabia ler bem o português. Disse-lhe que o levasse, mesmo assim, que alguém, mais dia menos dia, havia de o ajudar a desvendar os histórias. Demorei a fazê-lo compreender o que eu dizia.
E da outra menina de olhos grandes, aos saltinhos a dizer
que estava feliz, feliz, feliz... – “Há tanto tempo que não recebo um
livro. Eu gosto muito de ler - explicou.
E gostei também dos que se abeiravam só para abraçar, sem
dizerem nada, com os olhinhos brilhantes.
Quase todas as palavras bonitas, os abraços e sorrisos que recebi, eram devidos ao Rogério Pereira. Deixo-os aqui para que os leve. São seus por direito.
Lídia Borges




