Terias muito a mudar em ti
não fosse
por aí Carnaval.
Quando
caminhas comigo ao lado
que música
ouves no íntimo dos teus passos?
O movimento presente e quotidiano
livre de surpresa, mistério ou intriga?
As brumas
do futuro
densas de realidade
como num filme de guerra
de Steven Spielgberg?
Ou as albas
do passado?
Que farás
com elas
tão repletas
de simetrias improváveis?
…
(Cansei
de perguntas?)
É de
respostas a minha sede incontida
-Não
to disse já?)
Não fosse
por aí Carnaval
e poderias
mudar em ti
essa mania de guardar entre os livros
folhas mortas e cinzas de quarta-feira.
Lídia
Borges
